Viajando para Nuqui Colômbia em barco de Bahia Solano

Atualizado: · por Frank Spitzer

Viajando para Nuqui Colômbia em barco de Bahia Solano

Por Frank Spitzer, Fundador da Pelecanus · Atualizado em maio de 2026
Drone shot of Bahía Solano

Viajando para Nuqui Colômbia em barco de Bahia Solano

Após visitar diversos hotéis na Bahia Solano e avaliar as ofertas turísticas, decidi ir a Nuquí. Primeiramente tive que arranjar um transporte para chegar ao Parque Nacional Utría e depois buscar outro até Nuquí. Depois de conversar com muitas pessoas, finalmente encontrei um capitão que no dia seguinte iria até o Parque Nacional e consegui negociar com ele um bom preço. Na manhã seguinte viajamos durante uma hora em um pequeno bote, no sentido sul. O bote estava repleto de turistas jovens. A viagem combinou avistamento de baleias utilizando a técnica “a toda velocidade em direção às baleias”. Lamentavelmente, não nos deram informações sobre os mamíferos marinhos e assim eu brilhei compartilhando com os demais passageiros o conhecimento que havia adquirido nos dias anteriores.

Chegamos a uma praia de bela paisagem. Na Colômbia existem muitas praias lindas. O plano era ficarmos ali e almoçar no local. No entanto, meu plano pessoal era encontrar um barco que me levasse para o sul até chegar em Nuquí. Passaram-se horas sem que um único barco chegasse à pequena ilha em que estávamos. Cada vez mais nervoso, discuti minha situação com vários colombianos e descobri que nesse dia estava sendo realizado um festival no sul e que por esse motivo poucos barcos se dirigiam a Utría. Comecei então a pensar em pedir um barco particular em Nuquí e pagar meia fortuna por isso. Felizmente surgiu outra opção de transporte, através da qual consegui ir para o sul.

O último lugar livre ficava na parte dianteira do bote. O capitão parecia ter pressa, pisando no acelerador a toda velocidade. Nem a forte chuva que começava a cair ou as ondas que não paravam de crescer conseguiram detê-lo. Eu, ao contrário, sentado na parte mais dianteira do barco, fui sacudido violentamente para cima e para baixo. Sabendo que o transporte duraria 2 horas, tentei me acalmar o mais que pude. Por sorte trazia comigo minha jaqueta de chuva, que me protegeu um pouco do aguaceiro. Fui sacudido nesse bote como nunca na vida.

Chegando em Nuquí, fui a pé até o hotel localizado a 15 minutos, nos arredores do centro. Ainda chovia bem forte, mas isso não me incomodou porque eu já estava completamente empapado. Ainda bem que o clima da costa pacifica é muito quente. Apesar de ser um dos dias mais chuvosos, foi também um dos lugares mais lindos que visitei na Colômbia. Chegando ao hotel, fiquei muito feliz por ter um chuveiro, uma cerveja e, principalmente, roupa seca. Depois de um farto jantar, fui cedo para a cama. O quarto do hotel era um dos menores em que já estive. Sentia-me como um Hobbit.

Na manhã seguinte, depois do café da manhã, fomos de barco até a praia de Guachalito. Deixei o grupo para visitar vários hotéis do lugar. Os demais continuaram a excursão em barco para avistar baleias. Por sorte o clima estava amigável e ensolarado. A praia de Guachalito tem cerca de 3 km e aproximadamente seis hotéis, que visitei em sua maioria. A praia é incrivelmente linda, paradisíaca seria a melhor descrição, e pode ser totalmente percorrida sem que se encontre uma viva alma no lugar. E mais, a agua é agradavelmente cálida. Definitivamente, é um lindo lugar para conhecer na Colômbia.

Os hotéis visitados têm um bom padrão, mas não têm acesso à Internet ou provisão contínua de energia. Alguns hotéis produzem energia por apenas algumas horas à noite. Não obstante, têm um excelente atendimento e a comida é deliciosa. Pessoalmente, considero a comida do Chocó a melhor de toda a Colômbia.

Em um dos hotéis, uma moça jovem e incrivelmente bela se dirigiu a mim. Disse que trabalhava no hotel há um mês como tradutora e encarregada dos hóspedes estrangeiros. Normalmente ela ensina inglês e francês em Medellín.

Infelizmente eu tinha um compromisso de almoço com o resto do grupo e tive que me despedir do hotel e da bela moça. Aproveitei a volta para caminhar descalço pela praia. Novamente, não encontrei uma viva alma além de dois soldados acampados nas proximidades do bosque. Se algum dia eu me casar, posso pensar em passar parte da minha lua-de-mel aqui.

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Sobre o autor

Frank Spitzer, Founder of Pelecanus

I’m Frank Spitzer — Swiss-born, Bogotá-resident since 2015, founder of Pelecanus. From first inquiry through return flight, you deal with me personally — not a handoff team. I’ve driven across 30 of Colombia’s 32 departments to inspect roads, hotels, guides and routes myself, and documented it in 400+ first-hand videos on the COLOMBIAFRANK YouTube channel. Before a destination goes into a trip, I’ve been there, often more than once, and I’ve slept in the bed I’d recommend. That field scouting sits on top of a 20-year background in finance, an MBA from the Universidad de los Andes in Bogotá, and a First-Lieutenant commission in the Swiss Army. I work in German, English, Spanish, French and Portuguese, which is why luxury, golf, eco and wildlife travellers from Switzerland, Germany, the US and Latin America trust us to build trips that feel custom — not catalogued. Pelecanus operates under Colombian RNT 51402 and is an active IAGTO member.

Referencias

  • Ministerio do Turismo da Colombia
  • – Dicas de viagem

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