Ciudad Perdida Colômbia – como chegar à Cidade Perdida perto de Santa Marta

Lost City Trek Group

Last updated on January 23rd, 2021 at 08:31 pm

Caro leitor

Meu nome é Frank e tenho uma agência de viagens em Bogotá, Colômbia. Divirta-se enquanto lê!

Ciudad Perdida Colômbia

Invadiu-me uma grande alegria quando finalmente consegui chegar em Santa Marta partindo de Cartagena. Não era a primeira vez que visitava Santa Marta. As minhas primeiras férias ali foram no ano de 2009 quando fui de gira pela Colômbia só com uma mochila nas costas.   Neste intervalo já tinha visitado Santa Marta várias vezes; a última vez foi em outubro do ano passado durante uma gira com meu pai pelo país.

O centro histórico de Santa Marta é pequeno porém, bonito. Há muitos restaurantes, músicos de rua e artistas. A infraestrutura hoteleira do lugar tem conseguido se desenvolver muito nos últimos anos. Como sempre, me hospedei no meu hotel favorito administrado por uma italiana e a sua filha.  Ali sempre me sinto como se estivesse em casa.  Além disso, o hotel carece de pretensões e o preço é bastante justo.

Naquela época tinha feito uma excursão ao parque Tayrona com meu pai. O parque é realmente lindo, tem praias incríveis e usualmente a gente não encontra nem uma alma viva rondando pelo lugar. Devido ao intenso sol, deve-se proteger a pele muito bem para evitar queimaduras. Nos meus pacotes de férias na Colômbia o parque Tayrona sempre tem sido um destino perfeito para desfrutar da natureza e passear enquanto contempla-se a sua beleza.  Adicionalmente, se não se conta com o físico necessário para uma extensa caminhada também se pode percorrer o parque andando de cavalo.  De todas as praias da Colômbia pode-se dizer que são algumas das mais lindas e pouco concorridas como as do parque Tayrona. Você pode chegar nelas em barco desde Santa Marta.

Esta vez, porém, não tive tempo para o Parque Tayrona. Eu estava aqui para visitar  Ciudad Perdida. O lugar é repetidamente comparado com Machu Picchu no Peru e agora posso dizer que a comparação é perfeitamente admissível, mesmo quando as dimensões de Machu Picchu são muito mais generosas. Fui informado com os operadores turísticos locais e eu soube que há pacotes turísticos de quatro, cinco e seis dias. Decidi visitar Ciudad Perdida em quatro dias e na manhã seguinte começou a viagem.

De fato, devo dizer que há maneiras mais cômodas de se deslocar de A até B do que estar apertado na parte traseira de um jipe durante duas ou três horas.  Não íamos pela estrada, mas pela ladeira ao longo de um caminho cheio de curvas que a maior parte do tempo era mais buracos do que caminho. Ao chegar todos estávamos felizes de descer do carro e finalmente poder esticar os nossos membros. Para alegria de todos, nos deram o almoço antes de começar o percurso. A maioria do meu grupo estava realizando turismo ecológico na Colômbia pela primeira vez .

Depois de comer peixe seco com arroz estávamos com forças para começar o trajeto.  Na agência de viagens tinham-me advertido que devido à umidade era melhor que utilizasse roupas de fibra sintética.  Também, tinham-me explicado que estaria constantemente molhado, bem seja pelo suor, pela chuva ou por ter que atravessar algum rio.  E estavam certos. O primeiro dia transcorreu sem pancadas de chuva e conseguimos chegar muito secos ao campo.  Então ali os integrantes vestiram as suas roupas de banho para atravessar o rio. Todos os participantes enfrentaram-se à opção de pular no rio desde uma grande altura ou entrar por baixo. O nosso guia saltou de imediato ao rio com um salto de cabeça desde uma altura de uns cinco metros. Ao ser o participante com maior experiência do grupo, me juntei de imediato com um salto normal com os pés juntos.  A água estava boa e nos refrescou de uma maneira maravilhosa. A segunda atração era uma corda que estava pendurada do galho mais alto de uma árvore, suspensa sobre o rio. Todos se divertiram muito no seu intento e eu não podia esperar a minha vez. Porém, dito prazer não durou muito, pois na minha segunda tentativa estava tão motivado por me balançar tão rápido como fosse possível e assim explorar ao máximo as leis da força centrífuga, que infelizmente quase arranco a árvore por completo com esse movimento. Lógico que o aparelho se quebrou. Tal parece que no momento de construir a engenhoca, os colombianos não imaginaram um soldado da infantaria suíça montando na sua atração.

De volta ao acampamento tinha duas opções para dormir: beliches ou redes. Aqueleque  verdadeiramente queira fazer turismo na Colômbia compreenderá que dormir em rede é um verdadeiro prazer, por essa razão e a pesar do peso extra na minha bagagem eu tinha trazido a minha própria rede e todos os materiais precisos para colocá-la, mas ao olhar mais de perto a infraestrutura existente, não me senti muito feliz com a decisão que tinha tomado. Na manhã seguinte todos os participantes pareciam ter dormido placidamente, exceto eu. Logo após de um caprichado café da manhã nos dirigimos muito cedo para a segunda etapa.

A meta é o caminho; assim poderia se descrever bem esta aventura. O passeio era muito agradável e devido à altitude, a fauna cambiava constantemente, em alguns pontos podia-se apreciar a distância do mar à montanha onde estávamos.  Mesmo assim, algumas partes ladeira acima eram muito difíceis de subir e a roupa já estava muito suada. Felizmente, nunca houve falta provisões, quase sempre havia algo para comer e beber e o nosso guia, além do mais, preocupava-se por nos oferecer informações interessantes em cada parada. Então nos narrou a história do lugar e do cultivo de coca e maconha e de como o Estado realizou a respectiva destruição de ambos os cultivos, as consequências pelos químicos utilizados nesse momento para a erradicação ainda têm efeito até hoje. Adicionalmente, contávamos com um tradutor que interpretava todo do espanhol para o inglês, já que a maioria dos participantes do nosso grupo não dominava muito bem o idioma. O dia terminou com um mergulho na água fria e um jantar servido no acampamento.

O terceiro dia prometia ser particularmente emocionante, já que no programa estava uma travessia no rio e a tão esperada visita a Ciudad Perdida, assim que nos levantamos bastante cedo e começamos o percurso. Para atravessar o rio os guias jogaram para a gente uma corda para se assegurarem que pudéssemos nos segurar forte dela e assim evitar que qualquer um de nós fosse levado pela forte correnteza. Imediatamente depois uma escada empinada nos conduziu finalmente a Ciudad Perdida. Subir não representou nenhum problema para mim, o que realmente me preocupava era a íngreme descida de volta, pois os degraus a maior parte do tempo eram muito altos, escorregadios e como se tivessem sido desenhados para pés de mulheres pequenas.

Ao chegar à parte superior nos cumprimentaram membros das forças militares colombianas. Eles vigiam Ciudad Perdida porque a começos dos anos 2000 um grupo de excursionistas foi sequestrado pela guerrilha.  Também tivemos a sorte receber as bem-vindas do líder espiritual dos indígenas locais, com quem também podiam-se comprar pulseiras e bugigangas para a boa sorte. A visita a Ciudad Perdida foi bastante impressionante, gostei muito. Ali nos explicaram para que serviam as diferentes zonas do lugar e que função cumpriam, como se vivia nessa época e que fez esta cultura. Mais é claro, todos os visitantes tiraram milhões de selfies.

Depois de algumas horas de permanência em Ciudad Perdida começamos o nosso caminho de volta. Pouco depois da descida a chuva voltou a nos cumprimentar, dizendo para a gente que nos iria acompanhar até a nossa volta a Santa Marta. Naquele momento estávamos úmidos a maior parte do tempo, mas não importou muito porque o clima era muito quente. A chuva foi bem-vinda durante a marcha, só os pés sofreram um pouco.

Na tarde do terceiro dia todos estávamos encantados de chegar ao acampamento. Poder tomar banho de chuveiro e roupa seca foram uma completa benção. Essa noite todos dormiram profundamente, eu me incluindo nessa. No quarto dia partimos como de costume muito cedo de manhã e todos estavam muito motivados e com muito bom humor porque tínhamos tido três maravilhosos dias. Esse dia o sol brilhou em Ciudad Perdida, fazendo a nossa estadia ainda mais agradável. Contudo, a rota do quarto dia era longa e estivemos caminhando por pelo menos seis horas. Alguns participantes não estavam muito bem de saúde; muitos tiveram que ir várias vezes aos arbustos e uma em especial teve que ser levada de volta nas costas de uma mula. Logo após de várias conversações com os membros do grupo eu soube que estes não eram casos isolados, tal parece que devido às instalações sanitárias e à higiene em geral, sempre há algumas complicações de saúde entre os participantes. Felizmente, eu não fui afetado por nenhum destes fatores. Liguei o meu modo turbo e fui o primeiro em voltar ao ponto de partida, onde os veículos deviam nos pegar.  O último do grupo chegou duas horas mais tarde. Todo o mundo estava feliz, mas também aliviado de finalmente voltar em Santa Marta em pouco tempo.

Se estiver de gira pela Colômbia e se encontra em Santa Marta, visitar Ciudad Perdida é sem dúvida nenhuma, um dos pontos turísticos da Colômbia que vale a pena conhecer. Porém, pela limitada infraestrutura e o grande trajeto a ser percorrido, deve-se contar em boas condições físicas.

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